Gerenciamento das emoções, manejo dos impulsos e autoconhecimento. Estas são algumas das competências apontadas como essenciais para preparar os alunos diante dos desafios do século XXI. Mas como ensinar aquilo que ainda não sabemos como se aprende?

Para auxiliar os educadores da maior rede pública do país, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, com apoio da GTE/Fundação Vanzolini e a Neuroconecte, responsável por programas para a promoção da educação emocional e saúde da mente, desenvolveu o Programa Competências Socioemocionais para Educadores.

Oferecida pela Escola de Formação e Aperfeiçoamento dos Professores (EFAP), a ação formativa teve início no 2º semestre de 2018 e tem como público-alvo professores coordenadores de Núcleo Pedagógico (PCNP) em exercício nas treze Diretorias de Ensino da Capital e nas Diretorias de Itaquaquecetuba e Suzano. Os professores coordenadores (PC) também passaram a receber a formação, que deve ser ampliada a outros servidores da Educação. Ao todo cerca de 430 educadores estão sendo impactados.

Os cursos estão sendo realizados em formato híbrido, com atividades presenciais e a distância, por meio de videoconferência. Durante as transmissões, os cursistas participam de dinâmicas variadas e têm oportunidade de interação com especialistas.  

Essa ação de formação é parte de uma série, que têm como ponto de partida as competências gerais da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que passou a incluir, neste ano, as habilidades socioemocionais como tema transversal. Até 2020, todas as escolas do país devem se adaptar à nova base.

Ineditismo

É a primeira vez que educadores da rede pública recebem uma formação com essa metodologia e temática. Todo o conteúdo foi planejado por um grupo de trabalho multidisciplinar, composto por profissionais que já desenvolvem projetos nessa área.  A coordenação do trabalho, a gestão e a modelagem para as ações em EAD é da GTE, o conteúdo, a condução das atividades e a realização é da Neuroconect.