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Quando o conhecimento e a tecnologia se encontram para fazer diferença no mundo, o resultado é uma cadeira de rodas que se move pelo olhar ou um braço mecânico infantil de baixo custo, feito em uma impressora 3D. As criações citadas foram desenvolvidas durante a 2ª edição do TOM-SP , que aconteceu entre os dias 7 e 9 de novembro. O evento, promovido pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, tem como missão oferecer soluções tecnológicas para autonomia e qualidade de vida de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.

Parceria consolidada

Durante três dias, alunos e professores de escolas técnicas, faculdades, universidades e centros de pesquisa de todo o Brasil apresentaram e testaram 12 protótipos voltados a quem tem deficiência física, visual, auditiva, intelectual ou múltipla. A Fundação Vanzolini/GTE, parceira do TOM-SP desde a primeira edição acompanhou as simulações e o desenvolvimento das soluções criadas.

“A participação da Fundação Vanzolini/GTE reflete e reforça o tom de nossa atuação em prol das grandes causas da sociedade contemporânea”, afirma Ary Plonsky, diretor da área de Gestão de Tecnologias em Educação.

Também fizeram parte da maratona de acessibilidade um exoesqueleto robótico para reabilitação de membros superiores; uma solução que controla por meio de voz e movimentos atividades domésticas e uma cadeira de rodas infantil motorizada de baixo custo.

E ainda pensando em oferecer autonomia a quem precisa foram apresentados um sistema de interação com computador pelo olhar; uma campanhia para pessoas com deficiência auditiva e um projeto para higiene íntima para quem tem dificuldade de função manual.

Cid Torquato, secretário adjunto da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, avalia que a edição de 2015 superou as expectativas em todas as etapas, desde as inscrições, cerca de 200, até a qualidade dos projetos desenvolvidos durante o evento. “Com o TOM, fomentamos inovação em tecnologia assistiva, uma das prioridades de nossa Secretaria, de forma colaborativa, além de transmitir à sociedade a importância do respeito aos direitos das pessoas com deficiência.”