Permitir uma conversa ao vivo, pelas redes sociais, da população com o Secretário da Saúde do Estado de São Paulo; oferecer treinamento via webconferência a agentes de saúde; e promover reuniões transmitidas pela internet são algumas das ações estratégicas adotadas pela Secretaria da Saúde para o enfrentamento da febre amarela. De janeiro de 2017 até janeiro de 2018 foram confirmados 80 casos da doença no Estado de São Paulo, com 35 mortes.

O uso de soluções tecnológicas colaborativas, como videoconferências, webconferências e transmissões via streaming, integra o projeto Saúde em Rede, que tem o apoio operacional da GTE/Fundação Vanzolini.

Desde 2017, atividades têm sido realizadas fazendo uso dos recursos do Saúde em Rede, com o objetivo de articular campanhas de combate à doença, mobilizar e esclarecer a população quanto aos riscos e capacitar agentes localizados em todo o Estado de São Paulo. São encontros virtuais sobre imunização, diagnóstico da doença, números de casos e estratégias de combate.

Nesse momento de enfretamento à febre amarela, reuniões por vídeo e webconferência, principalmente com Brasília, têm sido importante estratégia de comunicação. Precisamos tomar decisões com rapidez e não podemos deslocar nossos técnicos responsáveis pelas ações de vigilância e controle da doença. A saúde pública precisa se aliar ao melhor da tecnologia para que possamos dar as respostas necessárias para a proteção da saúde da população”, declara Marcos Boulos, coordenador de controle de doenças do estado de São Paulo.

Estão previstas novas ações com o apoio do Saúde em Rede, como a conexão semanal entre os integrantes do  “Centro de Operações de Emergência em Saúde”,  do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo (CVE)  com representantes do Ministério da Saúde e Secretarias da Saúde do Rio de Janeiro e Minas Gerais.

O Saúde em Rede foi implementado em 2017 e é composto por 153 pontos distribuídos por todo o território paulista. As soluções tecnológicas  aumentam o alcance da informação, aproximam a população das autoridades de saúde e poupam recursos, evitando deslocamentos e ausências em postos de trabalho. A rede viabiliza uma constante prontidão de comunicação e articulação para vigilância em saúde, gerenciamento de crises, capacitação e monitoramento junto às diversas equipes de saúde do Estado de São Paulo, com impacto na saúde da população, especialmente em situações de emergência.