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Transformar protótipos em produtos de acessibilidade para milhões de brasileiros. Esse é o atual esforço da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência após realizar, por 2 anos seguidos, o TOM-SP, – evento que reúne técnicos, engenheiros, pesquisadores e universitários com o desafio de criar tecnologia assistiva. Uma ação inovadora e ousada para o país que tem 6,2% de brasileiros com algum tipo de deficiência auditiva, visual, física e intelectual. O IBGE situa a maioria dessas pessoas num quadro de desalento: sem instrução ou com o ensino fundamental incompleto.

Dois anos de criação de protótipos

A 2ª edição do TOM-SP reuniu 16 protótipos e elevou para 30 o número de soluções tecnológicas criadas a partir da organização do evento, que podem auxiliar pessoas com deficiências.

A Fundação Vanzolini/GTE, parceira do TOM-SP desde a primeira edição, registrou também as simulações e o desenvolvimento das soluções do segundo evento como a cadeira de rodas que se move pelo olhar, o braço mecânico infantil de baixo custo, a impressora 3D para cegos entre outros protótipos. Assista ao vídeo e conheça as inovações.

O retrato da deficiência no Brasil

A pesquisa do IBGE em parceria com o Ministério da Saúde considerou quatro tipos de deficiências para mapear e organizar os dados: auditiva, visual, física e intelectual. A deficiência visual é a mais significativa e atinge 3,6% dos brasileiros. O grau intenso ou muito intenso da limitação impossibilita 16% dos deficientes visuais de brincar, frequentar escola e trabalhar. O estudo também indica deficiência física em 1,3% da população brasileira, quase metade com grau intenso de limitações e parcela mínima frequentando serviços de reabilitação.

A deficiência intelectual foi localizada em 0,8% da população e a grande maioria com origem no nascimento. Do total de pessoas com deficiência intelectual, apenas 30% frequentam algum serviço de reabilitação em saúde.