Ele reduz em 13% as mortes, por causas evitáveis, de crianças menores de 5 anos, diminui casos de diarreia, infecções respiratórias e obesidade. Também melhora o QI, o desempenho e a frequência escolar, além de estar associado a rendas mais altas na vida adulta e à redução do risco de câncer de mama nas mães. Os dados são da Organização Mundial da Saúde.

Mesmo com tantos benefícios, o aleitamento materno no Brasil ainda está abaixo do recomendado. Segundo o Ministério da Saúde, apenas 41% dos bebês brasileiros se alimentam somente com o leite das mães nos primeiros 5 meses de vida.

Formação a distância e presencial

Amamentar requer encorajamento e orientação, e para capacitar seus profissionais de saúde, o Hospital Geral de São Mateus, em São Paulo, pediu o apoio da Fundação Vanzolini para a modelagem de um curso a distância sobre o tema.

O projeto tem a participação da Secretaria de Estado da Saúde, por meio do CEFOR (Centro de Formação da SES-SP) e do Hospital Maternidade Interlagos. A equipe da área de Gestão de Tecnologias em Educação (GTE), da FCAV, tem o desafio de transpor o curso “Promovendo o aleitamento materno” na modalidade presencial para o formato EaD, formação que será oferecida a todos os profissionais que tenham contato com gestantes, mães de recém-nascidos e bebês.

A modalidade da formação será híbrida com uma parte prática presencial  e o conteúdo  teórico, oferecido  a distância. A ideia é ampliar o impacto da formação, chegando a todos os profissionais dessa especialidade da saúde no Estado, uma vez que será realizada por meio do Ambiente Virtual de Aprendizagem do CEFOR.

A realização do curso por parte de todos os profissionais da área é um critério de avaliação para obtenção do selo Hospital Amigo da Criança (HAC), que o Hospital Geral de São Mateus tenta obter; e o conteúdo da formação tem como objetivos fazer com que os profissionais estejam aptos e seguros para orientar e instruir mães a amamentarem seus filhos desde o início de vida da criança, possam pesquisar informações sobre obstáculos à amamentação e troquem experiências.

A iniciativa reforça a importância do leite materno para o desenvolvimento das crianças até os 2 anos e de forma exclusiva até os 6 meses de vida, conforme preconizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

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