Eles são tóxicos, não degradáveis, têm capacidade de se transportarem por longas distâncias e atingem a saúde humana em escala global.

Compreender a ameaça dos Poluentes Orgânicos Persistentes (POPs) e aumentar a conscientização sobre a importância do controle dessas substâncias no país foram alguns dos objetivos do curso oferecido pela Cetesb, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, o apoio do PNUMA, principal autoridade global de meio ambiente, e GEF, Fundo Global para o Meio Ambiente.

A Cetesb é representante brasileira na Convenção de Estocolmo, criada para gerenciar a presença dessas substâncias no mundo e contribuir para o seu desaparecimento.

O curso em modalidade EAD, desenvolvido pela Cetesb foi modelado pela GTE/FCAV, que também estruturou o conteúdo e disponibilizou as aulas em um Ambiente Virtual de Aprendizagem.

Foram vinte horas de duração divididas em módulos nos quais os cursistas tiveram acesso a vídeos, arquivos em PDF, materiais de leitura e recursos interativos. Durante a realização das aulas, a GTE/FCAV também foi responsável pelo suporte técnico à turma formada por gestores, especialistas da área ambiental de órgãos públicos e representantes da sociedade civil e do setor privado.

Cento e oitenta e oito especialistas concluíram a primeira edição do curso, que aconteceu de fevereiro a março deste ano.

Desde 2007, por indicação do governo brasileiro, a Cetesb atua como um dos doze Centros Regionais da Convenção de Estocolmo sobre Poluentes Orgânicos Persistentes (POPs) no mundo, oferecendo assistência técnica por meio da capacitação e transferência de tecnologia aos países da América Latina e do Caribe, além de nações da África de língua portuguesa.

As atividades de formação realizadas pela Cetesb nos anos de 2014 e 2015 receberam nota máxima do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente.

O anúncio oficial deve ser feito em maio, durante a 7ª Reunião da Conferência das Partes, em Genebra, na Suíça.